{"id":4938,"date":"2017-04-05T19:41:40","date_gmt":"2017-04-05T19:41:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/?p=4938"},"modified":"2017-04-05T19:41:40","modified_gmt":"2017-04-05T19:41:40","slug":"cientistas-desenvolvem-peneira-de-grafeno-capaz-de-filtrar-agua-marinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/cientistas-desenvolvem-peneira-de-grafeno-capaz-de-filtrar-agua-marinha\/","title":{"rendered":"Cientistas desenvolvem &#8220;peneira&#8221; de grafeno capaz de filtrar \u00e1gua marinha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Em Manchester, no Reino Unido, uma equipe de cientistas desenvolveu o que promete ser a <strong>solu\u00e7\u00e3o<\/strong> para a <strong>falta de \u00e1gua<\/strong> enfrentada por diversas fam\u00edlias ao redor do mundo. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Trata-se de uma <strong>\u201cpeneira\u201d<\/strong> feita a base de <strong>grafeno<\/strong>, capaz de <strong>filtrar<\/strong> e <strong>dessalinizar<\/strong> a <strong>\u00e1gua do mar<\/strong>, tornando-a pr\u00f3pria para <strong>consumo humano<\/strong>. O resultados do estudo foram divulgados na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Nature Nanotechnology<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Em consequ\u00eancia das <strong>altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong> e do <strong>desperd\u00edcio<\/strong>, estima-se que at\u00e9 <strong>2025<\/strong>, <strong>14%<\/strong> da popula\u00e7\u00e3o mundial passe por dificuldades para obter <strong>\u00e1gua pot\u00e1vel<\/strong> e <strong>pr\u00f3pria para consumo<\/strong>. Por\u00e9m, esse quadro pode mudar caso essa nova inven\u00e7\u00e3o funcione de fato e comece a ser usada, j\u00e1 que os <strong>oceanos<\/strong> correspondem \u00e0 <strong>97%<\/strong> de toda a \u00e1gua do mundo, e podem ter seus n\u00edveis aumentados em at\u00e9 <strong>3,8 cm<\/strong> at\u00e9 <strong>2100<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4940\" src=\"http:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/00.jpg\" alt=\"\" width=\"870\" height=\"646\" srcset=\"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/00.jpg 700w, https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/00-300x223.jpg 300w, https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/00-150x111.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 870px) 100vw, 870px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O <strong>grafeno<\/strong> \u00e9 um material que assim como o <strong>diamante<\/strong> e o <strong>grafite<\/strong>, \u00e9 uma forma cristalina do <strong>carbono<\/strong> &#8211; \u00a0consiste em uma <strong>fina camada de \u00e1tomos de carbono<\/strong> que se organiza em uma esp\u00e9cie de <strong>treli\u00e7a hexagonal<\/strong>. Foi descoberto no ano de <strong>1962<\/strong> e \u00e9 um dos materiais mais promissores na \u00e1rea de <strong>inova\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>tecnologia<\/strong> devido \u00e0s suas incr\u00edveis <strong>propriedades<\/strong>, como a <strong>condutividade t\u00e9rmica<\/strong> e <strong>el\u00e9trica<\/strong>, <strong>elasticidade<\/strong>, <strong>resist\u00eancia<\/strong>, <strong>leveza<\/strong>, <strong>dureza<\/strong> e <strong>transpar\u00eancia<\/strong>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4949\" src=\"http:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Grafeno.png\" alt=\"\" width=\"870\" height=\"696\" srcset=\"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Grafeno.png 750w, https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Grafeno-300x240.png 300w, https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/Grafeno-150x120.png 150w\" sizes=\"(max-width: 870px) 100vw, 870px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Na cria\u00e7\u00e3o da \u201c<strong>peneira<\/strong>\u201d, os cientistas utilizaram um <strong>derivado qu\u00edmico<\/strong> do <strong>grafeno<\/strong>, o <strong>\u00f3xido de grafeno<\/strong> que mostra-se muito eficaz na <strong>dessaliniza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Agora, ser\u00e3o realizados <strong>testes<\/strong> para ver o desempenho do material em compara\u00e7\u00e3o aos filtros j\u00e1 existentes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A pesquisa foi coordenada por <strong>Rahul Nair<\/strong>. O mesmo revelou que o <strong>\u00f3xido<\/strong> pode ser <strong>facilmente produzido em laborat\u00f3rio<\/strong> e com um <strong>custo acess\u00edvel<\/strong>, o que nos leva a pensar que a <strong>tecnologia<\/strong> pode estar sendo usada em breve.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">&#8220;<em>Em forma de solu\u00e7\u00e3o ou tinta, podemos aplic\u00e1-lo em um material poroso e us\u00e1-lo como membrana. Em termos de custo do material e produ\u00e7\u00e3o em escala, ele tem mais vantagens em potencial do que o grafeno em uma camada<\/em>.&#8221;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Agora, resta testar como as membranas ir\u00e3o reagir ao longo do tempo, quanto tempo ir\u00e3o durar e com que frequ\u00eancia precisar\u00e3o ser substitu\u00eddas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Manchester, no Reino Unido, uma equipe de cientistas desenvolveu o que promete ser a solu\u00e7\u00e3o para a falta de \u00e1gua enfrentada por diversas fam\u00edlias ao redor do mundo. Trata-se de uma \u201cpeneira\u201d feita a base de grafeno, capaz de filtrar e dessalinizar a \u00e1gua do mar, tornando-a pr\u00f3pria para consumo humano. O resultados do estudo foram divulgados na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Nature Nanotechnology. Em consequ\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e do desperd\u00edcio, estima-se que at\u00e9 2025, 14% da popula\u00e7\u00e3o mundial passe por dificuldades para obter \u00e1gua pot\u00e1vel e pr\u00f3pria para consumo. Por\u00e9m, esse quadro pode mudar caso essa nova inven\u00e7\u00e3o funcione de fato e comece a ser usada, j\u00e1 que os oceanos correspondem \u00e0 97% de toda a \u00e1gua do mundo, e podem ter seus n\u00edveis aumentados em at\u00e9 3,8 cm at\u00e9 2100. O grafeno \u00e9 um material que assim como o diamante e o grafite, \u00e9 uma forma cristalina do carbono &#8211; \u00a0consiste em uma fina camada de \u00e1tomos de carbono que se organiza em uma esp\u00e9cie de treli\u00e7a hexagonal. Foi descoberto no ano de 1962 e \u00e9 um dos materiais mais promissores na \u00e1rea de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia devido \u00e0s suas incr\u00edveis propriedades, como a condutividade t\u00e9rmica e el\u00e9trica, elasticidade, resist\u00eancia, leveza, dureza e transpar\u00eancia. Na cria\u00e7\u00e3o da \u201cpeneira\u201d, os cientistas utilizaram um derivado qu\u00edmico do grafeno, o \u00f3xido de grafeno que mostra-se muito eficaz na dessaliniza\u00e7\u00e3o. Agora, ser\u00e3o realizados testes para ver o desempenho do material em compara\u00e7\u00e3o aos filtros j\u00e1 existentes. A pesquisa foi coordenada por Rahul Nair. O mesmo revelou que o \u00f3xido pode ser facilmente produzido em laborat\u00f3rio e com um custo acess\u00edvel, o que nos leva a pensar que a tecnologia pode estar sendo usada em breve. &#8220;Em forma de solu\u00e7\u00e3o ou tinta, podemos aplic\u00e1-lo em um material poroso e us\u00e1-lo como membrana. Em termos de custo do material e produ\u00e7\u00e3o em escala, ele tem mais vantagens em potencial do que o grafeno em uma camada.&#8221; Agora, resta testar como as membranas ir\u00e3o reagir ao longo do tempo, quanto tempo ir\u00e3o durar e com que frequ\u00eancia precisar\u00e3o ser substitu\u00eddas.<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":4941,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[27],"tags":[1060,1061,1062,1063,1058,1059],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4938"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4938"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4938\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4950,"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4938\/revisions\/4950"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4938"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4938"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.geotesc.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4938"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}